sábado, 2 de agosto de 2008

RECOMPENSA = PRÊMIO CONCEDIDO POR RECONHECIMENTO?

- Quanto que ele quer pela casa? – Marta estava olhando as infiltrações das paredes.
- Uns 90 mil, pelo que ele falou. – Gilberto tentando arrumar um cano da cozinha, embaixo da pia e acaba soltando-o dos demais juntos.
- Mas como assim? 90 mil numa casa velha dessas? – Ela chega perto dele e pega o cano. – Que recompensa teremos se comprar-mos a casa? Nem cano na cozinha ela tem. E você deu sorte do registro estar desligado.
- Nem me fala. Essa casa está começando a me dar medo. – Ele se dirige a janela da sala.
- E olha que ainda tem o andar de cima.
- Mas com uma reforma talvez ela tenha seu valor. – Ao abrir a janela o bastão da cortina quase cai em sua cabeça.
- “AH, SOCORRO”. Ele ouve sua mulher berrar e corre pra ver o que é. Ela tinha prendido o pé na madeira da escada.
- Calma amor. – Ajudando ela. – Pronto. – Ela não estava chorosa. Mas sabia que daqui duas horas o pé estaria roxo.
- Como calma? Nem essa merda de escada serve. – Ela se levanta com dificuldade. Ele a ajuda, e ao olhar pra cozinha ele vê um cachorro. “NOSSA, NÃO TINHA VISTO NENHUM CACHORRO...”. Marta cai em seus braços novamente, se desequilibrou. – Vamos embora agora dessa MERDA.
- Já falei. Calma. Vamos ver o andar de cima. – eles agora, conseguem subir.
Ao chegarem no andar de cima eles vão ver os quartos, no total eram 3, passaram nos dois primeiros, o de hospedes e o do possível filho e foram pra suíte.
- Até que é relativamente grande. Não acha? – Gritou o marido do quarto ao lado
- Esse seu positivismo está me irritando de uma forma... – Marta vê uma porta no quarto e sai na varanda. Como havia chovido no dia anterior estava um pouco úmido o chão. – Está um pouco escorregadio aqui. – Ao tentaradentrar o espaço se desequilibra e se segura na grade de segurança. – Ai que ódio. Eu vou embora daqui. – Gritou ela com o pé doendo.
- O que foi? – ele chegou no quarto e viu uma cama de casal do estilo corte em que se põe cortinas. – “MAS QUEM MOROU AQUI, UMA RAINHA, O PRESIDENTE DA REPUBLICA?” pensou ele – Amor tem uma cama aqui. – avisa ele.
- EU VI. Me ajuda aqui. – Berra ela nervosíssima do lado de fora patinando no piso escorregadio.
- Já vou. – Disse ele já deitado na cama. Com o colchão macio ele começa a brincar e a pular. – UHU. – dois segundos depois o estrado da cama quebra e ele e a cama vão direto pro chão.
- Me ajudaaaaaaaa! – grita ela desesperada que ao se desequilibrar se esborracha com a bunda no chão.
O cachorro olhou os dois, tortos ,voltarem pro carro sem entender nada e voltou pro jardim, sua casa desde que seu dono se foi.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O QUE SERIA DE EINSTEIN?

Conversa de avô com seu neto numa tarde de domingo.
- Vô, é legal envelhecer? – Perguntou Matias ao mesmo tempo em que brincava com o carrinho antes do almoço na casa dos avós.
- Matias, que pergunta é essa? – Estranha. – Envelhecer é algo normal. Vai acontecer com seus pais, com você, com todo mundo.
- Isso eu sei vô. Eu quero saber se envelhecer é legal, bacana?
- Envelhecer é algo natural meu neto. – e começou a filosofar. – O que seriam das pessoas se elas não envelhecessem? O que seria da vida sem os avós? Sem os idosos pra botar juízo na cabeça dos jovens?
- Mas vô, é legal envelhecer, vô? – Matias começou a ficar intrigado.
- Meu querido Matias, envelhecer é uma vantagem da vida. Os aprendizados da vida se acumulam. A vida se torna mais saudável.
- A vó gosta de envelhecer? – Matias desistiu da resposta e tentou outra.
- Ela, eu não sei, porém eu adoro. Gosto muito de envelhecer, de ter mais conhecimento... – “Até que enfim.” Pensou Matias. -... O que seria dos gênios sem a idade, dos poetas, filósofos gregos se não fossem a experiência de vida.
- Mas todos os gênios são velhos, vó?
- Coisa feia. Não chame uma pessoa mais velha de mais velha. – “Como?” Pensou Matias confuso. Com sete anos ouvindo isso? – Digamos que todos os mais velhos e idosos são mais vividos. E o que seria de mim se não fosse a idade. O que seria de Einstein? Dos deuses? Do mundo?...
“Deixa pra lá” e Matias foi pra fora brincar com Bob, o labrador.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

PARANÓIA!

Elizandra tinha mania de perseguição. Sua bolsa era quase que lacrada e vivia olhando para os lados. Um dia no mercado viu um homem do qual nunca tinha visto no bairro. Ele começara a olhar e ela estranhando o acompanhava no olhar. Saiu do mercado de compras feitas,
normalmente, porém estranhando o sujeito. No decorrer da tarde, ao ir na casa de uma amiga, na avenida de cima, ela encontra o dito sujeito na porta de uma casa tomando sol no fim da tarde com uma senhora, bem idosa, parecia sua mãe pela aparência. “ENTÃO É AQUI QUE O SENHOR MORA.” Pensou ela. “Eliz? Eliz? Você está bem?” e sua amiga Leandra não parava de chamar sua atenção. Algo martelava na cabeça dela e que não saia nem que por decreto. Com o passar dos dias, indo e vindo pelo bairro ela acaba achando algo estranho. Ao chegar de ônibus, certa vez encontrou o cara, umas dez horas da noite na porta da casa dele olhando a rua. “MAS O QUE ESSE CARA ESTÁ OLHANDO A ESSA HORA DA NOITE?”. E a mesma coisa foi que um dia, a tarde, o cara estava conversando com uma amiga dele, e Eliz pára pra ir na casa de Leandra e encontra uma senhora. A amiga do cara começa a olhar para ela. “MEU DEUS. QUE ESTÁ ACONTECENDO QUE ESSA MULHER QUE NÃO PARA DE ME OLHAR?”. Pensava nisso noite e dia. Achava que o cara estaria tentando algo com ela. “E SE ELE QUISER ME PEGAR A FORÇA? ME ESTRUPAR? O QUE EU FAÇO MEU DEUS?”. E ficava o tempo todo nesse pensamento. Acendia vela toda noite para seu anjo da guarda. “PARA ELIZ. TÁ FICANDO LOUCA JÁ. O CARA NEM TE CONHEÇE.” Repreendeu a amiga. “MAS É POR ISSO MESMO. NÃO TEM NADA A PERDER" respondeu na lata. Uma semana depois começou a fazer um curso em que chegava em casa umas 22:40 mais ou menos. E sempre ficava olhando para os lados como se tivesse um informante dele a seguindo. “MEU PAI, ELE VAI LIGAR PARA O HOMEM”, pensou quando viu um cara estranho a olhar de canto de olho e ligar em seu celular. Desceu um ponto antes e foi andando. Nesses dias que se passaram, um carro cinza, que se encostava à rua um pouco acima de sua casa, toda noite, se tornou estranho. Quase que um alienígena na terra. Um objeto estranho. Às vezes pensava que não. Mais o medo às vezes a tomava conta e ao correr, quando o carro começou a andar, por medo de ser alguém perseguindo-a, correu mais, caiu e machucou o joelho.
Na noite seguinte...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

UM BREVE ADEUS!

- Mas, por quanto tempo você vai ficar mesmo filha? – Perguntou dona Renata pra filha no Aeroporto.
- Uns dois anos, mais ou menos. – Respondeu zelosa, Márcia. Estava de partida pra Itália a serviço.
- Lá é frio, né? Está levando blusa, minha filha? Olha...
- Calma mãe, estou levando sim. Vou ficar uns tempos só, não precisa se abalar tanto. – Márcia acariciava os leves e grisalhos cabelos de sua mãe.
- Não, é que... Mas... Promete que vai escrever Márcia? – Disse a mãe com as mãos nos ombros da filha e os olhos cheios de lágrimas.
- Claro, não prometi milhões de vezes que escreveria? Fica tranquila. E os presentes também estão de pé, hein. – as duas riram descontraídas.
- Só de ter você sã e salva vai ser um belo de um presente.
- E o papai? – Perguntou Márcia.
- Estava dormindo e não pôde vir. Você sabe o sono dele, não sabe? – Renata mudou sua fisionomia. Estava preocupada agora.
- Conversei com ele ontem. Me disse que ia se cuidar e cuidar da senhora e do Lucas.
- Seu irmão disse que será o homem da casa daqui em diante. – um breve sorriso brotou do rosto de dona Renata.
- Se bem que tem garotos de 19 que já são pais de dois filhos.
- Credo filha. Vira essa boca pra lá. – Márcia riu gostoso.
- Vai saber, aquela namoradinha dele não é aquela safada que a senhora disse? – e riu novamente.
- Fica quieta. Se o Lucas te escuta me deixa na rua. Aliás, seu irmão está demorando no banheiro...
- Falando nele... – Lucas aparece atrás de Renata.
- Tricotaram muito? – Provocou Lucas e cutucando sua mãe pela cintura.
“ULTIMA CHAMADA. VÔO PARA MILÃO, ITÁLIA. PORTÃO TRÊS”.
- Tenho que ir, família. Beijos a todos que eu não vi e vocês se cuidem, por favor. E telefonem só se for urgente pra não ficar fazendo chamada internacional à toa. – Beijou a mãe e o irmão.
- Vai lá mana. Seu cuida e não se esqueça da minha camisa da seleção Original. – Renata tirou da bolsa um terço. O que era de sua mãe.
- Pode deixar. – E Márcia beijou a mãe.
- Se cuida filha. Fica com Deus. Que ele te proteja. – Disse Renata segurando a mão da filha no peito e lhe entregando um terço.
- A senhora também. Fica bem. – Com lágrimas brotando aos poucos de seus olhos verdes, Márcia soltou a mão da mão de sua mãe e se virou.
Foi andando sentido portão três.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A sapatilha da bailarina!

Érika não era muito de sair, ficava estudando o dia inteiro e não se cansava. Quando não estudava ficava na internet ou saia com os pais para jantar ou fazer um passeio educatico. "Filha, você não cansa não? Suas amigas vivem ligando em casa te chamando pros lugares, e você só estudando, lendo, estudando. Quando vai sair do casulo, hein? ..." Sua mãe perguntou isso e ela nem se deu ao trabalho de responder, e nem de ouvir o resto. No dia seguinte ela foi pra escola e por mais impossível que isso pareça, não prestou a atenção na aula de matemática. "Mas porque será que a pergunta da minha mãe não sai da minha cabeça? Casulo? É pecado querer estudar?" pensou após um bocejo gostoso. No caminho de casa ao passar num bar que estava com a TV ligada, uma reportagem a intercepta. Era a história de um garoto de 13 anos que fazia parte de uma quadrilha de ladrões de banco que ao assaltar o ultimo levara um tiro na cabeça. "Nossa. Depois minha mãe briga por eu estudar demais." e atende o celular. Era novamente uma amiga chamando-a pra sair, "Vamos? É sexta, vamos se divertir, vai?" e com mais uma resposta negativa ela desligou. Mais ou menos umas cinco da tarde sua mãe pede que pegue uma antiga forma de bolo no quartinho dos fundos. Foi contrariada se enfiar no meio do pó. "Quanta coisa, onde pode estar essa forma, meu Deus?" e tratou de procura-la naquela bagunça. Olhando pra direita, voltou pra esquerda, "Mas onde é que está essa coisa, gente?" e viu um aluminio usado na prateleira de mogno um tanto velha. Não vendo o que estava em cima da forma, ela toma um susto quando cai um caixa. Ficou analisando pra ver se tinha algo diferente, de quem era, de onde aquilo poderia ter vindo e quando abriu se deparou com uma simples sapatilha. "De quem será essa sapatilha?", se perguntou. "Era de sua avó", e Érica bateu com a cabeça na estante com o tamanho susto que levou. "Nossa filha, credo, sou eu." e as duas cairam na gargalhada depois do pequeno choro de dor de Érica. "Minha avó era bailarina? Mas desde quando? A senhora tem fotos dela? me fala." ela não se continha de perguntas. "Infelizmente não minha filha. Faz tempo que essa sapatilha está ai. E também faz tempo que não venho me recordar dos velhos tempos nesse quarto. Ela sempre quis ser bailarina mas não tinha um peso certo pra essa profissão. Me contava que chorava toda noite quando se lembrava do teste. Fez vários e não passou em nenhum. Até que um certo dia...", ela resolve fazer um pouco de suspense. "Fala mãe." apressava Érica de curiosidade. "No seu baile de formatura, ela com seu padrinho deram um banho de dança no salão e convidaram ela pra fazer parte da companhia. Não é só ficar em casa se lamentando e estudando que as coisas vão acontecer. A diversão também conta." e riram as duas. "Mas pode ter sido coincidência? Mas como eu vou me tornar uma engenheira famosa indo pra balada? ah..." e de tanto pensar resolveu retornar a ligação pra amiga.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Quando a razão chama!

Marina, naquela noite se xingava de burra, idiota e que nunca mais iria se deixar levar pro homem nenhum. lembrava-se do que Marcelo disse e lágrimas vinham quase que automaticamente. "Me desculpa, mas está virando algo sério e não sei se quero isso pra mim agora. Vê se entende, eu trabalho a semana inteira e não sei se terei tempo pra ficar e cuidar de você o tanto que você precisa." disse ele, depois beijou Marina e foi. Ela forte ficou olhando-o e também foi pra sua casa. "Filha, para de ser tonta. Esse cara não te merece.", ao ouvir isso da mãe foi pro seu quarto se deitar. Pensava em tudo. Chorava de raiva e amor. Infelizmente o amava. Quase não dormiu e ao conseguir pegar no sono o despertador deu sinal de vida, "Droga", disse ela indo tomar banho. Tomando café na empresa ela é interceptada por uma amiga, "Me conta, como foi?". Contou o básico e foi trabalhar. Nem conseguia olhar para os lados e a voz dos clientes e colegas de serviço se tornavam quase que insuportáveis. Respirava fundo e continuava. Pronto, dada a hora de ir embora se levantou com a pouca força que o café lhe deu e saiu a passos de procissão e olhos de ressaca. "Preciso estar forte. Não vou deixar um cara desses me dar O fora e cair desse jeito." Passou no banheiro e lavou seu rosto branco e seus olhos negros. Por um breve momento pensou em comprimenta-lo, porém a loucura logo passou. "Apenas um oi?" NÃO. Saiu em direção ao ponto de ônibus. Descendo as escadas de saida e virando a esquerda logo se depara com uma cena que a muito tempo vira num filme. Marcelo de costas no embalo com uma menina que ela até então só vira de relance, e que não ia muito com a cara. Marina bem que tentou disfarçar, mas sua surpresa foi tão grande que só acordou do transe quando a menina que estava com Marcelo a percebeu e ele se virou com a cara mais branca que ela. "Oi, tudo bem, Marina?" perguntou ele sem jeito. Ela respirou fundo, tomando folego e força e de uma só vez disse "Tudo. Melhor agora. Parei apenas pra dizer tchal. ", se virou e foi andando.

domingo, 27 de julho de 2008

O batizado do menino de ouro!!!

Aquelas pesssoas não estavam sentadas esperando o inesperado e nem o começo de algo. Estavam esperando que um milagre acontecesse? não. Ele já tinha acontecido bem diante de seus olhos. Ao se levantarem, para ver aquele ser reluzente, que passava por entre os convidados e moradores do local, para ver o convocado, o chamado de uma ordem especial. No colo de um seio rico e farto, e saido de um ventre milenar, esse menino só podia esperar um coisa, saudações. Suas lágrimas ao sentir as gotas de jasmim caido por entre seus pequenos fios de cabelos foi a pequena demostração de vivacidade e de agradecimento pras pessoas que o assistiam. A chama da vela acesa representando o futuro brindou o novo hóspede da casa chamada vida e o convidou para seguir em frente dizendo "VENHA CONHECER O REINO DOS HUMANOS E CONTEMPLAR DE SUAS FALHAS E ERROS" e assim a chama se apagou, o fisgando para a realidade. O som dos sinos vinham de mãos trabalhadoras e suadas. A dama que o segurava em agradecimento saudou os convivas com um cantico vivo. Em palmas e vivas o garoto de ouro saiu da grande casa de glória e adentrou na carruagem levada por cavalos alados brancos. Foi para a vida que a vela o chamou.
A chama eterna do viver!